A dor crônica é comum em até 70% dos pacientes com transtornos depressivos e ansiosos.
Diversos estudos demonstram que a ansiedade contribui para o aumento da hipervigilância, o que faz com que a atenção a estímulos potencialmente dolorosos aumente.
Além disso, a ansiedade pode contribuir para o estresse, que aumenta o tônus muscular. Nestas situações, são liberados diversos neurotransmissores e hormônios que, a longo prazo, contribuem para uma piora resposta a processos inflamatórios, piorando as dores
A dor abrange componentes sensoriais, cognitivos e afetivos. Estes últimos incluem aborrecimento, tristeza, ansiedade, depressão em resposta a um estímulo álgico. Em particular, depressão e dor compartilham um alto grau de comorbidade, e um grande número de estudos tem examinado de perto a relação entre dor e depressão.
Doentes com mais altos níveis de depressão tem uma experiência de dor de maior intensidade. Sintomas depressivos associam-se e agravam a experiência dolorosa.
A depressão também pode contribuir para interpretações distorcidas (ex: interpretar um sintoma leve como algo importante, ou imaginar que algo errado vai acontecer).
A depressão e ansiedade contribuem também para piorar a qualidade do sono, piorando as suas dores.
A curto prazo, medicações podem ser usadas e, em geral, apresentam bons resultados, mas é importante trabalhar os aspectos que contribuem para a ansiedade, e isso pode ser facilmente realizado com o auxílio de um psicólogo ou psiquiatra.
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Até logo.