Afinal de contas, o que é uma tendinite?
Primeiro precisamos saber o que é um tendão.
Os tendões são estruturas densas de tecido conjuntivo, como se fossem “fitas” que saem do músculo e se inserem no osso. Eles realizam a transferência de força do músculo para o osso resultando no movimento.
O tendão é uma estrutura formada basicamente por água (68%), colágeno tipo 1 (cerca de 30%) e elastina (cerca de 2%). O meio intercelular é formado principalmente por proteoglicanos e glicoproteínas e localizam-se em volta de fibras colágenas.
Estima-se que 41% dos trabalhadores manuais apresentam alguma tendinopatia, enquanto que em atletas veteranos, a taxa de acometimento chega a 48%.
Nos pacientes mais jovens, as tendinopatias geralmente são secundárias a doenças inflamatórias sistêmicas ou secundárias a um tráuma ou atividades físicas intensas.
Em contrapartida nos idosos, podem ter sua origem no microtrauma, excesso de uso ou na degeneração tendínea.
O termo tendinite é utilizado quando há inflamação própria do tendão, tenossinovite quando há inflamação do tendão e de sua bainha e tendinose quando há degeneração das suas bandas de colágeno, porém sem grande inflamação.
A distinção destas entidades é importante para que possamos entender os diferentes tipos da lesão do tendão e propormos um tratamento adequado.
O tratamento inicial é com medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios, fazer também o repouso associado à crioterapia, exercícios de fortalecimento e alongamento.
Em casos que não respondem ao tratamento inicial podemos lançar mão da mesoterapia, infiltrações locais e ou uso do tratamento de ondas de choque.
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